
A adoção do IBS e da CBS muda a lógica da apuração fiscal e exige processos mais integrados e precisos. Neste artigo, você confere os erros mais comuns cometidos pelas empresas durante a apuração desses tributos, por que eles acontecem no dia a dia e quais cuidados ajudam a reduzir riscos fiscais durante a transição para o novo modelo tributário.
A criação do IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e da CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) marca uma mudança estrutural na tributação sobre o consumo no Brasil. Embora o novo modelo tenha como objetivo reduzir a complexidade do sistema tributário no médio e longo prazo, o período de transição exige atenção redobrada das áreas fiscais, contábeis e financeiras das empresas.
Na prática, os maiores riscos não estão no texto da lei, mas na forma como a apuração fiscal será executada no dia a dia. Processos que hoje funcionam de forma fragmentada, com ajustes manuais e baixa rastreabilidade, tendem a gerar inconsistências em um cenário com maior integração de dados e cruzamento eletrônico de informações.
Empresas que não revisarem seus critérios de apuração, controles internos e fluxo de fechamento fiscal correm o risco de repetir erros conhecidos do modelo atual agora com impactos potencialmente maiores, dado o novo nível de transparência e fiscalização.
Neste artigo, você confere os erros mais comuns na apuração do IBS e da CBS, entende por que eles acontecem e quais cuidados são essenciais para evitá-los desde o início da transição.
Diferentemente do modelo atual, baseado em tributos com regras independentes como ICMS, ISS, PIS e Cofins, o IBS e a CBS seguem a lógica do imposto sobre valor agregado (IVA). Isso significa que a apuração passa a exigir uma visão mais integrada das operações econômicas realizadas pela empresa.
Na prática, essa mudança impacta diretamente:
Empresas que mantêm controles excessivamente manuais ou descentralizados tendem a enfrentar dificuldades já nos primeiros fechamentos. A apuração deixa de ser apenas um cálculo ao final do mês e passa a ser um processo contínuo de validação, no qual erros acumulados ao longo do período se tornam mais visíveis.
O infográfico a seguir mostra onde a apuração muda com o IBS e a CBS e em quais etapas os erros costumam surgir.

Um dos erros mais recorrentes é tentar aplicar ao IBS e à CBS a mesma lógica utilizada atualmente para ICMS, ISS, PIS e Cofins. Esse equívoco ocorre quando a empresa:
O novo modelo altera conceitos fundamentais da apuração, especialmente no que se refere à neutralidade do imposto e à forma de consolidação das operações. Quando a empresa tenta “encaixar” o IBS e a CBS em processos antigos, o resultado costuma ser uma apuração distorcida, com valores inconsistentes e difícil justificativa em fiscalizações futuras.
A base de cálculo é um dos pontos mais sensíveis da apuração do IBS e da CBS. Erros nessa etapa surgem, com frequência, quando:
Essas inconsistências comprometem todo o resultado da apuração, pois a base de cálculo é o ponto de partida para o cálculo do imposto. No novo modelo, divergências desse tipo tendem a ser identificadas com mais facilidade, especialmente por meio do cruzamento eletrônico de informações.
A apropriação de créditos no IBS e na CBS exige atenção constante. Entre os erros mais comuns estão:
Essas falhas impactam diretamente o valor final do imposto e podem gerar passivos ocultos ao longo do tempo. Além disso, a ausência de controles claros dificulta a identificação da origem das diferenças, aumentando o retrabalho e o risco fiscal.
Com a Reforma Tributária, a conciliação entre apuração fiscal e registros contábeis deixa de ser uma boa prática opcional e passa a ser essencial. Empresas que não conciliam essas informações acabam acumulando diferenças que se tornam difíceis de explicar.
A falta de conciliação gera:
No novo modelo, inconsistências entre fiscal e contábil tendem a ser rapidamente identificadas.
A dependência excessiva de controles manuais aumenta significativamente o risco de erro humano, retrabalho e perda de histórico. Ajustes feitos fora do fluxo padrão de apuração dificultam:
No contexto do IBS e da CBS, a rastreabilidade dos dados passa a ser um fator crítico para a segurança fiscal.
Empresas que deixam para validar a apuração apenas quando a obrigatoriedade entra em vigor enfrentam atrasos, divergências inesperadas e necessidade de correções emergenciais. O período de transição deve ser usado para:
Testar antecipadamente reduz riscos e aumenta a previsibilidade fiscal.
Operações equivalentes tratadas de forma diferente geram bases de cálculo distintas.
A inclusão de créditos não permitidos cria passivos que surgem apenas em auditorias.
Ajustes não refletidos nos dois controles geram inconsistências rastreáveis.
Erros só são identificados após o envio das informações.
Sim. Cada tributo possui regras próprias.
Não. Dependem da correta classificação das operações.
Sim. O cruzamento eletrônico amplia a visibilidade das inconsistências.
Sim. Erros impactam saldos e fechamentos seguintes.
Depende do caso e pode exigir retificações formais.
Os principais erros na apuração do IBS e da CBS estão ligados à execução do processo fiscal, e não à legislação. Empresas que anteciparem ajustes, testarem cenários e garantirem consistência dos dados estarão mais preparadas para atravessar a Reforma Tributária com segurança.

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