
A rotina do RH ainda é marcada por excesso de planilhas, dados inconsistentes e dificuldade para comprovar resultados. Quando as informações não estão organizadas, decisões importantes são adiadas e o valor estratégico da área fica comprometido.
Esse cenário gera frustração, retrabalho e afasta o foco do que realmente importa: cuidar de pessoas.
Adotar indicadores de RH estruturados é o caminho para transformar esse cenário. Com as métricas certas, é possível ganhar clareza sobre desempenho, reduzir gargalos operacionais e embasar decisões com confiança.
O uso inteligente dos dados permite que o RH atue com precisão, mostre resultados e contribua de forma efetiva para o crescimento do negócio.
Neste artigo, veja quais são os 10 principais KPIs para profissionalizar a gestão de pessoas, como calcular cada um e de que forma aplicá-los no dia a dia.
Indicadores de RH são métricas utilizadas para acompanhar dados relacionados à gestão de pessoas. Com eles, é possível medir desempenho, identificar riscos e orientar decisões com base em evidências.
Quando estruturados corretamente, esses indicadores oferecem clareza sobre o que precisa ser ajustado e onde vale investir recursos.
A análise dessas informações forma a base do People Analytics. Mais do que coletar dados, essa abordagem busca interpretar padrões e gerar insights que fortalecem a atuação do RH.
Com o uso adequado de indicadores, a área deixa de reagir aos problemas e passa a antecipar cenários com mais segurança.
Um levantamento da LG Lugar de Gente com a Mercer mostra que 67% das empresas que aplicam People Analytics já percebem impacto direto na retenção de talentos e na redução da rotatividade.
O dado reforça que, ao transformar informação em inteligência, o RH conquista mais autonomia e contribui de forma estratégica para o negócio.
O acompanhamento de indicadores se tornou prioridade em diversas organizações. Segundo dados apresentados na QuarkRH, a taxa de rotatividade, o custo por aquisição de colaborador e o absenteísmo estão entre os KPIs mais monitorados, todos com percentuais acima de 40%.
Mais do que acompanhar números, o foco está em transformar esses dados em ações práticas. Saber o que medir, como calcular e quando agir é o que define um RH orientado por resultados.
A seguir, estão os 10 principais indicadores para conduzir uma gestão de pessoas com precisão e consistência.
A taxa de rotatividade mede a proporção de colaboradores que deixam a empresa em determinado período. O indicador mostra o nível de estabilidade da equipe e apoia o diagnóstico de falhas em retenção, clima organizacional ou alinhamento cultural.
No Brasil, o turnover médio anual chega a 56%, segundo dados do Fórum Melhor RH Confiança. Esse número coloca o país entre os mais impactados por desligamentos frequentes, o que pressiona os times de RH e amplia os custos operacionais.
Acompanhar esse KPI permite agir com foco em redução de custos, retenção de talentos e melhoria da experiência do colaborador.

Esse KPI representa o percentual de ausências não programadas, como faltas injustificadas, atrasos recorrentes ou licenças não previstas. É um indicador sensível, pois reflete diretamente o clima organizacional, a saúde dos times e a gestão da jornada.
O cálculo é simples:
(Horas não trabalhadas por ausência ÷ Horas contratadas no período) × 100
Alguns sinais mostram por que esse indicador deve estar no radar da gestão:
O tempo de contratação representa o intervalo entre a abertura da vaga e a finalização do processo seletivo. O indicador revela o quanto o RH é capaz de atender à demanda com agilidade e impacto mínimo na operação.
Para calcular basta seguir a fórmula abaixo:
Tempo de contratação = Soma dos dias para preencher cada vaga ÷ Número total de vagas preenchidas
O resultado mostra a média de tempo para cada contratação. Quando esse número é elevado, aumentam os riscos de sobrecarga nas equipes, atrasos nas entregas e perda de talentos para o mercado.
O custo por contratação mede quanto a empresa investe para atrair e selecionar cada novo colaborador. O cálculo considera despesas como anúncios, plataformas, horas da equipe de RH e integrações iniciais.
A fórmula utilizada é:
Custo por contratação = Total de custos de recrutamento ÷ Número de contratações realizadas
O indicador oferece uma visão clara sobre o retorno das estratégias de atração e permite:
Valores acima do esperado sinalizam a necessidade de ajustes, seja no funil de atração, na triagem ou nos canais utilizados.
O eNPS mede o nível de satisfação e lealdade dos colaboradores em relação à empresa. O indicador é obtido a partir de uma pergunta simples: “Em uma escala de 0 a 10, qual a probabilidade de recomendar a empresa como um bom lugar para trabalhar?”
Com base nas respostas, os colaboradores são classificados como detratores (0 a 6), neutros (7 e 8) e promotores (9 e 10). A fórmula consiste em subtrair o percentual de detratores do percentual de promotores:
eNPS = % Promotores - % Detratores
O resultado varia entre - 100 e + 100 e revela, de forma rápida, como está a percepção interna sobre clima, cultura e engajamento. Monitorar esse KPI contribui para ajustes contínuos em ações de retenção e fortalecimento da marca empregadora.
O ROI em treinamento avalia o retorno financeiro das ações de capacitação em relação ao investimento realizado. Com esse KPI, é possível medir o impacto real dos treinamentos no desempenho da equipe e na geração de valor para o negócio.
A fórmula considera o ganho obtido com o treinamento menos o custo total da ação, dividido pelo mesmo custo. Em seguida, o resultado é multiplicado por 100 para obter o percentual de retorno:
ROI = (Ganho gerado - Custo do treinamento) ÷ Custo do treinamento × 100
Acompanhar esse indicador de RH ajuda a:
O índice de retenção mostra a capacidade da empresa em manter colaboradores no time ao longo do tempo. O indicador está diretamente ligado ao engajamento, à qualidade da gestão e à percepção de valor da jornada dentro da organização.
Ainda considerando os dados apresentados pela QuarkRH, o foco das empresas na retenção de talentos vem crescendo, com aumento no acompanhamento de KPIs relacionados ao tema.
Mais do que medir saídas, a preocupação está em entender os fatores que sustentam a permanência. O cálculo considera a proporção de colaboradores que permaneceram na empresa durante o período em relação ao total no início.
Retenção de talentos = (Total de colaboradores que permanecem no período ÷ Total no início do período) × 100
O volume de horas extras reflete a capacidade da empresa de equilibrar demandas com a força de trabalho disponível. Acúmulo frequente pode indicar sobrecarga, falhas no planejamento ou ausência de dimensionamento adequado.
O cálculo considera a proporção de horas extras realizadas em relação ao total de horas contratadas no período:
Horas extras (%) = (Horas extras realizadas ÷ Horas contratadas no período) × 100
O uso estratégico desse indicador apoia:
Headcount representa o número total de colaboradores ativos em determinado momento. Embora pareça simples, o indicador é fundamental para planejamento de estrutura, gestão de custos e análise de crescimento.
O controle pode ser feito com base em uma contagem consolidada por data de corte:
Headcount = Total de colaboradores ativos na data de referência
Desdobramentos por área, unidade ou tipo de contrato permitem avaliar a distribuição da força de trabalho e tomar decisões mais assertivas sobre movimentações internas ou expansão.
Esse KPI mostra quanto do faturamento bruto da empresa é destinado ao pagamento da folha. A relação entre custo com pessoas e receita gerada é um dos principais indicadores de sustentabilidade da operação.
Sua fórmula consiste em:
Folha sobre faturamento (%) = (Valor total da folha ÷ Faturamento bruto no período) × 100
A análise desse indicador permite:
Quando o percentual se mantém fora do intervalo ideal, é necessário reavaliar a composição da equipe e os impactos no orçamento geral.
A definição dos KPIs certos é o que torna a análise de dados realmente útil para o RH. Sem alinhamento com os objetivos da empresa, indicadores perdem relevância, geram ruído e não contribuem para decisões práticas.
Por isso, o primeiro passo é entender o que o negócio espera da área de pessoas e quais desafios o RH precisa responder. A escolha dos KPIs deve ser direta, viável e conectada à realidade de cada operação.
A seguir, veja um passo a passo que mostra como construir um conjunto de indicadores realmente útil para a gestão de pessoas.
Passo a passo: Como definir os KPIs certos para o RH
A gestão manual de indicadores ainda é realidade em muitos departamentos de RH. Planilhas dispersas, atualizações lentas e falta de padronização comprometem a confiabilidade das informações e dificultam diagnósticos precisos.
Nesse cenário, o tempo é consumido com tarefas operacionais, e o RH perde capacidade de atuar de forma estratégica.
Entre os principais desafios enfrentados nesse modelo, estão:
Automatizar a gestão de indicadores transforma a forma como o RH acompanha e interpreta seus dados. Com o suporte de um software especializado, é possível substituir processos manuais por análises rápidas, integradas e atualizadas em tempo real.
Os recursos que tornam isso possível incluem:
Contar com uma solução como o People by StarSoft permite ao RH atuar com mais precisão e confiança.
Quer entender como funciona na prática? Explore os recursos e veja o potencial dos dados em ação.
Mesmo com o avanço da cultura orientada por dados, ainda existem dúvidas comuns sobre como aplicar os indicadores de forma prática na gestão de pessoas. Compreender os conceitos e saber por onde começar facilita a adoção de métricas mais relevantes para o negócio.
Abaixo, estão respostas diretas para perguntas que costumam surgir no dia a dia do RH:
KPI é um indicador-chave de desempenho, ou seja, um dado essencial que mostra se a empresa está atingindo seus objetivos estratégicos. Já uma métrica é qualquer dado mensurável, mas que nem sempre está ligado diretamente ao desempenho ou à tomada de decisão.
Todo KPI é uma métrica, mas nem toda métrica é um KPI. A escolha dos KPIs deve ser feita com base nas metas do RH e nas prioridades do negócio.
O primeiro passo é entender os objetivos estratégicos da empresa e identificar os desafios do RH. A partir disso, selecione poucos indicadores que façam sentido para a realidade atual, como turnover, absenteísmo ou tempo de contratação.
Evite medir tudo de uma vez. Comece com o que é mais crítico, assegure a qualidade dos dados e crie uma rotina de análise simples e periódica.
A frequência ideal depende do tipo de indicador. KPIs operacionais, como horas extras ou absenteísmo, podem ser analisados semanalmente ou quinzenalmente. Já indicadores estratégicos, como retenção e eNPS, costumam ser avaliados mensal ou trimestralmente.
O importante é garantir consistência na coleta e comparação dos dados, com um intervalo que permita detectar variações e agir com agilidade.
People Analytics é o uso de dados para orientar decisões de gestão de pessoas. A prática envolve coletar, organizar e interpretar informações sobre comportamentos, desempenho, clima e produtividade.
Mais do que relatórios, o objetivo é gerar insights que ajudem o RH a antecipar problemas, validar ações e tomar decisões com base em evidências, e não apenas em percepções.


Carnaval é feriado ou ponto facultativo?

Fim da DIRF em 2026: como revisar e corrigir dados no eSocial

ERP e RH em 2026: como integrar tecnologia e estratégia
Soluções
Nossa solução de ERP oferece uma plataforma integrada que centraliza todas as operações da sua empresa.
Oferecemos ferramentas completas para recrutamento e seleção, gestão de folha de pagamento...
Gestão empresarial completo, que funciona como uma plataforma centralizada que integra diversas áreas
Tudo sobre IBS, CBS e Imposto Seletivo - o novo cenário tributário explicado
Guias, atualizações e boas práticas para uma gestão de folha moderna e eficiente
Empresa especializada em soluções de gestão empresarial e RH.
Valorizamos a inovação, o trabalho em equipe e o crescimento pessoal.
Proteção de Dados: Sua Privacidade é Importante
Conteúdos práticos sobre ERP, RH e Fiscal no dia a dia das empresas.
Como o ERP integra processos e melhora a gestão empresarial.
IBS, CBS e Imposto Seletivo explicados de forma prática para empresas.
Guias e atualizações para uma gestão de folha moderna, eficiente e segura.