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CST: o guia completo do Código de Situação Tributária (ICMS, IPI e PIS/COFINS)

O Código de Situação Tributária (CST) é um dos principais elementos da classificação fiscal e influencia diretamente a correta apuração de ICMS, IPI e PIS/COFINS. Mesmo comum na rotina fiscal, sua aplicação ainda gera dúvidas e erros que podem resultar em inconsistências, retrabalho e autuações. Neste guia completo, você entende o que é o CST, como sua estrutura funciona, a diferença entre CST e CSOSN, as tabelas aplicáveis a cada tributo e como realizar a combinação correta dos códigos. O conteúdo também mostra por que a automação via ERP é essencial para garantir precisão, conformidade e segurança na gestão tributária.

Quem lida com obrigações fiscais já se deparou com o Código de Situação Tributária, mas nem sempre sabe interpretá-lo. Dúvidas sobre o que é CST e onde encontrar a tabela ainda geram incertezas, mesmo entre profissionais experientes.

A grande variedade de códigos, tabelas e regras torna o processo complexo e sujeito a falhas. Um simples erro de classificação pode causar autuações, retrabalho e inconsistência nos registros fiscais. 

É nesse cenário que entender o CST deixa de ser uma opção e passa a ser uma necessidade operacional.

Neste conteúdo, veja como o código funciona, onde aplicá-lo corretamente e como a automação via ERP ajuda a garantir precisão, conformidade e controle fiscal. Continue a leitura.

O que é CST (Código de Situação Tributária)?

O Código de Situação Tributária (CST) é uma identificação numérica que define como um produto ou serviço será tributado. Ele estabelece o enquadramento fiscal de cada operação de acordo com a legislação vigente.

Sua principal finalidade é informar ao Fisco o tratamento tributário correto nas apurações de ICMS, IPI e PIS/COFINS. Aplicar o CST corretamente garante conformidade nas obrigações e reduz o risco de erros na emissão de documentos fiscais.

Como é constituído o Código de Situação Tributária?

A estrutura do Código de Situação Tributária é composta por três dígitos numéricos, organizados para representar regras fiscais específicas.

O primeiro dígito informa a origem da mercadoria ou serviço, conforme os critérios da Tabela A. Os dois seguintes indicam a forma de tributação do ICMS, definidos pela Tabela B.

Essa combinação padroniza a classificação fiscal dos produtos e garante consistência na emissão de documentos.

TABELA A – ORIGEM DA MERCADORIA OU SERVIÇO

A Tabela A define a origem do item comercializado, indicando se o produto é nacional ou estrangeiro. Essa informação compõe o primeiro dígito do CST.

Confira abaixo os códigos de origem estabelecidos pela legislação:

CódigoDescrição
0Nacional, exceto as indicadas nos códigos 3, 4, 5 e 8.
1Estrangeira – Importação direta, exceto a indicada no código 6.
2Estrangeira – Adquirida no mercado interno, exceto a indicada no código 7.
3Nacional, com conteúdo de importação superior a 40%.
4Nacional, conforme processos produtivos básicos (PPB).
5Nacional, com conteúdo de importação inferior ou igual a 40%.
6Estrangeira – Importação direta, sem similar nacional (lista CAMEX).
7Estrangeira – Adquirida no mercado interno, sem similar nacional (lista CAMEX).
8Nacional, com conteúdo de importação superior a 70%.

TABELA B – TRIBUTAÇÃO PELO ICMS

A Tabela B determina o tipo de tributação aplicada à operação. Essa informação corresponde aos dois últimos dígitos do CST e deve refletir o tratamento fiscal exigido para o ICMS.

Veja abaixo os principais códigos:

CódigoDescrição
00Tributada integralmente.
10Tributada e com cobrança do ICMS por substituição tributária.
20Com redução de base de cálculo.
30Isenta ou não tributada, com substituição tributária.
40Isenta.
41Não tributada.
50Suspensão.
51Diferimento.
60ICMS cobrado anteriormente por substituição tributária.
70Redução de base de cálculo com substituição tributária.
90Outras.

Qual a diferença entre CST e CSOSN?

Embora ambos sejam usados para indicar o tratamento tributário de produtos e serviços, CST e CSOSN se aplicam a regimes diferentes.

O CST (Código de Situação Tributária) é obrigatório para empresas do Lucro Real ou Lucro Presumido. Já o CSOSN (Código de Situação da Operação no Simples Nacional) é exclusivo para empresas optantes pelo Simples Nacional.

Ambos seguem lógicas semelhantes, mas usam tabelas e códigos diferentes. Após o Ajuste Sinief 20/12, o CSOSN passou a ser compatível com códigos CST em determinadas situações, exigindo atenção na configuração fiscal e no preenchimento das notas eletrônicas.

Tabela de combinações do CST

A combinação entre a origem da mercadoria (Tabela A) e o tipo de tributação (Tabela B) forma o código final do CST. Cada situação fiscal exige uma composição específica, conforme o tipo de operação e o regime tributário adotado.

Veja abaixo alguns exemplos:

Origem (Tabela A)Tributação (Tabela B)Código CST
0 – Nacional00 – Tributada integralmente000
0 – Nacional20 – Com redução de base de cálculo020
1 – Importação direta60 – ICMS cobrado anteriormente por ST160
5 – Nacional (conteúdo importado ≤ 40%)10 – Com substituição tributária510
2 – Estrangeira adquirida no mercado interno40 – Isenta240

Código de Situação Tributária e outros tributos

Além do ICMS, o Código de Situação Tributária também é utilizado para indicar o tratamento fiscal de outros tributos federais. 

No caso do IPI e do PIS/COFINS, existem tabelas próprias que orientam a classificação correta das operações, conforme o enquadramento legal e o tipo de produto.

TABELA CST – IPI

Na apuração do IPI, o código identifica o enquadramento tributário das mercadorias industrializadas. A escolha correta garante o cumprimento das obrigações e evita inconsistências fiscais.

CódigoDescrição
00Entrada com recuperação de crédito
01Entrada tributada com alíquota zero
02Entrada isenta
03Entrada não-tributada
04Entrada imune
05Entrada com suspensão
49Outras entradas
50Saída tributada
51Saída tributada com alíquota zero
52Saída isenta
53Saída não-tributada
54Saída imune
55Saída com suspensão
99Outras saídas

TABELA CST – PIS/COFINS

No caso do PIS e da COFINS, os códigos variam conforme o regime de apuração (cumulativo ou não cumulativo). A definição correta impacta diretamente o cálculo e a escrituração das contribuições.

CódigoDescrição
01Operação tributável com alíquota básica
02Operação tributável com alíquota diferenciada
03Operação tributável com alíquota por unidade de medida
04Operação tributável monofásica – revenda a alíquota zero
05Operação tributável por substituição tributária
06Operação tributável a alíquota zero
07Operação isenta da contribuição
08Operação sem incidência da contribuição
09Operação com suspensão da contribuição
49Outras operações de saída
50 a 66Operações de entrada com crédito
70 a 98Outras operações de entrada
99Outras operações

Por que a automação do CST via ERP é essencial para a segurança fiscal? 

A gestão manual do Código de Situação Tributária expõe a empresa a erros operacionais que impactam diretamente a conformidade fiscal. Preencher códigos incorretos compromete a escrituração, gera retrabalho e aumenta o risco de multas e autuações.

Em operações com grande volume de documentos, controlar essas variáveis sem apoio tecnológico torna o processo instável e pouco confiável. Cada erro representa um possível passivo tributário.

Com o ERP da StarSoft, esse cenário muda completamente. A plataforma permite:

  • Parametrização centralizada das regras fiscais conforme o regime tributário, produto e tipo de operação;
  • Aplicação automática do CST correto no momento da emissão da nota fiscal;
  • Eliminação de falhas manuais, garantindo consistência nas obrigações acessórias;
  • Atualizações contínuas, acompanhando mudanças legais sem necessidade de reconfigurações manuais.

Ao automatizar o controle do CST, a StarSoft oferece mais precisão, segurança e agilidade para o time fiscal, reduzindo riscos e fortalecendo o compliance.

Perguntas Frequentes sobre CST (Código de Situação Tributária)

Mesmo com o uso de sistemas fiscais, dúvidas sobre a aplicação correta do Código de Situação Tributária ainda são frequentes. Conhecer os pontos mais consultados ajuda a evitar erros e aprimorar a gestão tributária no dia a dia.

Como identificar o correto CST de um produto?

A definição do CST depende de três fatores: origem da mercadoria, regime tributário da empresa e tipo de operação fiscal. A consulta deve ser feita com base nas tabelas A e B, considerando a legislação vigente e o enquadramento fiscal do contribuinte.

O que é o CST na nota fiscal?

Na nota fiscal, o CST informa ao Fisco como o item está sendo tributado. O código determina a incidência ou não de ICMS, IPI e PIS/COFINS sobre a operação e é obrigatório para a validação e escrituração correta do documento.

Qual o código da situação tributária Simples Nacional?

Empresas do Simples Nacional utilizam o CSOSN, específico para esse regime. Cada código reflete o tratamento tributário conforme as regras do Simples. Após o Ajuste Sinief 20/12, parte dessas empresas também passou a adotar códigos CST em determinados contextos.

Como saber qual CST ICMS usar?

A escolha correta exige análise da origem da mercadoria e do tipo de tributação da operação. O código é formado pela combinação dos dígitos das tabelas A (origem) e B (tributação ICMS). A parametrização no ERP evita escolhas equivocadas e garante consistência.

Quer eliminar erros na classificação fiscal e garantir conformidade automática? Conheça o ERP da StarSoft e veja como a automação do CST pode fortalecer a segurança tributária da sua empresa.

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