8 dicas para não errar na hora de fazer a gestão financeira da sua empresa

Estar à frente de uma empresa exige um conjunto de habilidades que passam por três pilares: gestão, planejamento e capacidade de negociar. E para que ela funcione a pleno vapor, todas essas habilidades devem atuar em prol de um objetivo em comum: uma boa gestão financeira.

Cuidar das finanças é como cuidar do seu coração. Com um acompanhamento constante e os devidos cuidados, a saúde do seu corpo e do seu negócio vai fluir de forma mais saudável e garantir bons resultados.

A tarefa, no entanto, não é tão simples. Uma pesquisa realizada pela Serasa Experian indicou que quase 5 milhões de micro e pequenas empresas ficaram no vermelho em 2017.

Para não seguir pelo mesmo caminho, é essencial saber gerenciar as economias da empresa e ir além do cálculo de receitas e despesas. Veja 8 dicas para se manter sempre no azul.

1) Elabore um planejamento estratégico

Uma boa gestão financeira começa com um planejamento estratégico bem elaborado. Com ele, você consegue pensar em ações de curto, médio e longo prazo, seja para recuperar gastos ou para projetar investimentos.

É importante definir metas e objetivos para guiar as tomadas de decisão, sempre se lembrando de alinhar com todos a direção que a empresa quer seguir.

Dessa forma, você poderá estabelecer prioridades e estipular métricas para acompanhar o avanço do planejamento e dos resultados, além de preparar planos de ação rápidos caso haja algum desvio no meio do caminho.

2) Organize a rotina financeira da empresa

Colocar no papel, em uma planilha ou dentro de um software de gestão é a melhor forma de ter todos os dados relacionados às finanças da empresa sempre à mão. A partir daí, você poderá organizar a rotina e todas as demais movimentações financeiras do negócio:

  • principais fontes de receitas e de despesas;
  • contas a pagar e a receber;
  • fluxo de caixa;
  • gestão de estoque;
  • prevenção de gastos desnecessários ou desperdícios;
  • processos fiscais e todas as tributações;
  • pagamentos, recebimentos e cobranças;
  • criação de reservas financeiras e projeção investimentos.

Com tudo organizado e com um pouco de disciplina, é possível ter um controle mais assertivo do orçamento e acompanhar o desempenho do negócio periodicamente.

3) Aposte em ferramentas tecnológicas

A tecnologia está cada vez mais presente no dia a dia e nas empresas. Uma das aplicações que mais tem impactado o ambiente corporativo é o uso de ferramentas de gestão para fazer o controle de todas as movimentações financeiras.

A contratação de software é vista como um gasto a mais para alguns empreendedores, mas pode ser investimento dependendo do tamanho do seu negócio, ajudando a manter as finanças em dia e a otimizar o tempo.

Existem softwares de gestão integrada, como o ERP, por exemplo, que ajudam a dar agilidade para o negócio e insights para a tomada de decisão.

4) Separe as finanças corporativas das pessoais

Pode parecer uma dica óbvia, mas alguns empreendedores se esquecem de separar o que é da empresa e o que é particular e acabam misturando as contas. É importante manter uma conta bancária para cada coisa e um controle individual de cada.

Assim, fica muito mais fácil se organizar para cortar gastos, quando necessário, ou planejar investimentos, mantendo a saúde financeira da empresa e da vida pessoal.

5) Faça análises periódicas de entradas e saídas

Para que a gestão financeira funcione e traga resultados, você deve manter um controle de tudo que entra e tudo que sai. Pode ser um acompanhamento diário, mensal ou anual, dependendo das movimentações que tiver.

Quando se fala em controle de tudo significa registrar realmente tudo que entra e sai, inclusive aqueles gastos pequenos que acabam esquecidos no final do dia. Muitas vezes, são eles que fazem a diferença no fim do mês.

6) Guarde parte do lucro para investimentos

Quando o lucro começa a aparecer é natural que você pense em novos investimentos. Pode ser uma expansão física com a abertura de mais lojas ou um escritório em outro país. Pode ser um portfólio com novos lançamentos se você atua na área do varejo ou a aquisição de outra marca para ampliar sua oferta para o mercado.

O que mais tem por aí é opção de investimento para aumentar a lucratividade do seu negócio, mas lembre-se de alinhar a decisão com o planejamento estratégico e os objetivos da empresa. Pense também no tipo de retorno que você espera.

7) Monte uma reserva de emergência

Quem é investidor e busca sua independência financeira já conhece bem esse cenário, mas a dica vale também para empresas. Afinal, imprevistos podem acontecer a qualquer momento e, para lidar com eles, nada melhor do que poder contar como uma reserva de emergência.

Ter recursos extras para momentos em que a economia do país não responde bem ou para eventuais indenizações de colaboradores ou consumidores vai evitar surpresas e garantir a sobrevivência do negócio.

8) Cuide do presente e projete para o futuro

Pensar no presente é importante, mas projetar o futuro também deve estar incluído no seu planejamento estratégico. O mercado passa por mudanças constantes e, para se manter relevante e em destaque diante dos concorrentes, seu negócio precisa se adaptar.

Se você seguir todas as dicas até aqui, metade do caminho já estará trilhado. Sua empresa estará pronta para lidar com situações de emergência, investir em novos negócios e preparar ações de curto, médio e longo prazo para continuar em frente.

Além de levar a empresa para o caminho do sucesso e da geração de lucro, uma boa gestão financeira ajuda no andamento de processos internos, como novas contratações, treinamentos, verba para ações de marketing, entre outros.

Enquanto isso, você vai acumular mais experiência e ter mais poder de decisão. Aproveite para se manter sempre atualizado sobre conceitos de gestão e finanças, ferramentas tecnológicas e tudo que puder ajudar na construção do seu planejamento estratégico e financeiro. Quanto mais você dominar a área, maior será a sua vantagem competitiva.

 

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